Hino de Diadema

Poesia: Francisco das Chagas Fonseca
Música: Gilberto Gagliardi

Da atalaia de fé e trabalho
que os de Anchieta cobriram de glória,
numa "entrada", no chão de Ramalho,
alvorece, Diadema, tua história.

De Martim a bravura e a nobreza,
de Bernardo e de André o valor,
são legados de honra e grandeza,
de heroísmo, de arrojo, e de amor.

Refrão:
Salve, flamante Diadema
da Régia Terra Paulista!
Seja "JUSTIÇA!" o teu lema,
para a suprema conquista.

Caldeamento de raças gigantes:
de nativas, valentes coortes,
e de audazes, viris bandeirantes.
são teus filhos garbosos e fortes.

Aureolada de brio profundo,
do Direito empunhando o bastão,
esgrimiste o teu verbo facundo,
na batalha da emancipação.

De um Natal sob a luz sobranceira
que jamais da memória se extinga,
despontaste, "URBE LIVRE", e altaneira:
"Flor dos Campos de Piratininga".

"QUE FLORESÇA DIADEMA!" - Eis o grito
que reboou, de recesso em recesso,
e que te há de impelir ao infinito,
abraçada à Verdade e ao Progresso.

Da "União" e da "Fé" traz as cores
teu formoso e gentil Pavilhão
e, a exaltar os teus dons e primores,
fulge, ao Sol, teu Sagrado Brasão.

Hás de sempre lutar, decidida,
com denodo e soberbo perfil,
por teu solo, e tua gente querida,
por São Paulo, e por nosso Brasil!